Castán vê Ibañez como solução para lateral direita do Brasil na Copa
Ex-zagueiro Leandro Castán aposta em Ibañez na lateral direita e confia no trabalho de Ancelotti para a Copa 2026. Veja a análise completa.

Castán vê Ibañez como solução para lateral direita do Brasil na Copa 2026
A poucos dias da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, os debates sobre a escalação ideal do time de Carlo Ancelotti seguem intensos. Um dos pontos mais discutidos entre torcedores e analistas é justamente a lateral direita — posição que historicamente já rendeu grandes nomes ao futebol brasileiro, mas que nas últimas convocações tem gerado incertezas.
Nesse contexto, o ex-zagueiro Leandro Castán, que tem passagens pela Seleção Brasileira e foi campeão da Libertadores pelo Corinthians, deu sua opinião sobre o tema e demonstrou confiança em uma solução que pode surpreender: a utilização de Roger Ibañez na lateral direita.
A aposta de Castán em Ibañez na lateral direita
Leandro Castán, que construiu uma carreira sólida no futebol brasileiro e europeu — com destaque para sua passagem pela Roma, na Itália —, conhece bem as exigências do futebol de alto nível. Segundo o ex-defensor, conforme reportado pela Gazeta Esportiva, Ibañez reúne características que podem ser valiosas para o Brasil na lateral direita durante a Copa do Mundo.
Ibañez, que é zagueiro de origem, já demonstrou versatilidade ao longo de sua carreira na Europa. A ideia de utilizar um defensor de ofício na lateral não é exatamente uma novidade no futebol mundial. Treinadores de elite frequentemente recorrem a esse tipo de adaptação, especialmente em competições de curta duração como a Copa do Mundo, onde a solidez defensiva pode ser um diferencial decisivo.
Entre as qualidades que Castán enxerga em Ibañez para a posição, destacam-se:
- Vigor físico e capacidade de cobertura: como zagueiro, Ibañez está acostumado a duelos individuais e a proteger espaços, algo fundamental para conter os contra-ataques de adversários rápidos.
- Experiência no futebol europeu: a vivência em ligas competitivas como a Serie A italiana e outras competições europeias preparou o jogador para atuar sob pressão em grandes palcos.
- Versatilidade tática: a capacidade de jogar em mais de uma posição oferece a Ancelotti opções estratégicas importantes, permitindo mudanças de esquema durante as partidas sem necessidade de substituições.
Ancelotti e a construção gradual da Seleção
Outro ponto abordado por Castán é a confiança no trabalho de Carlo Ancelotti à frente da Seleção Brasileira. O ex-zagueiro reconheceu que a equipe ainda não atingiu seu melhor nível, mas enxerga isso como algo natural em um processo de construção, especialmente considerando que o treinador italiano assumiu o comando do Brasil em um cenário de transição.
Ancelotti, um dos técnicos mais vitoriosos da história do futebol mundial, com títulos de Champions League e experiência em clubes como Real Madrid, Milan e Bayern de Munique, traz consigo uma filosofia de trabalho baseada na gestão inteligente do elenco e na evolução progressiva do desempenho coletivo.
Historicamente, algumas das melhores campanhas de seleções em Copas do Mundo foram marcadas justamente por esse crescimento ao longo do torneio. A Itália de 2006, por exemplo, começou de forma discreta na fase de grupos e foi ganhando consistência até conquistar o título. O próprio Brasil em 2002 também enfrentou questionamentos nas primeiras rodadas antes de engatar uma sequência avassaladora rumo ao pentacampeonato.
Castán acredita que algo semelhante pode acontecer com a Seleção em 2026. A expectativa é que Ancelotti utilize as primeiras partidas para ajustar o time tática e emocionalmente, buscando o ápice de rendimento nas fases eliminatórias.
A lateral direita como ponto-chave da Copa
A discussão sobre a lateral direita da Seleção Brasileira não é recente. Desde a aposentadoria de Daniel Alves dos grandes palcos e as oscilações de outros nomes que passaram pela posição, o setor se tornou um dos mais debatidos no futebol brasileiro.
Na Copa de 2022, no Catar, a lateral direita já havia sido motivo de preocupação. Para 2026, com o torneio sendo realizado nos Estados Unidos, México e Canadá, a exigência física tende a ser ainda maior, considerando os deslocamentos entre sedes e as condições climáticas variadas.
A possibilidade de utilizar Ibañez na posição se encaixa em uma tendência tática moderna, na qual laterais com perfil mais defensivo são valorizados em determinados contextos. Em esquemas com três zagueiros, por exemplo, o jogador poderia atuar como ala direito, aproveitando sua capacidade de marcação e seu porte físico para dar segurança ao setor.
Além disso, vale lembrar que Ancelotti é conhecido por adaptar jogadores a novas funções com sucesso. No Real Madrid, o italiano já realizou ajustes táticos criativos que renderam resultados expressivos, e essa expertise pode ser determinante para encontrar a melhor formação para o Brasil.
O que esperar da Seleção na Copa de 2026
Com a estreia do Brasil na Copa do Mundo se aproximando, as expectativas são altas. A Seleção carrega o peso de ser a maior vencedora da história do torneio, com cinco títulos, e a torcida espera uma campanha que resgate o protagonismo brasileiro no cenário mundial.
A opinião de Castán reflete um sentimento compartilhado por muitos analistas: a Seleção pode não estar no seu auge agora, mas tem potencial para evoluir durante a competição. A chave para isso pode estar justamente nas soluções criativas que Ancelotti encontrar para posições que geram dúvidas, como a lateral direita.
Se Ibañez de fato receber a oportunidade de atuar na posição, será uma prova da capacidade de adaptação do elenco e da confiança do treinador em alternativas não convencionais. Em Copas do Mundo, decisões ousadas como essa frequentemente fazem a diferença entre uma campanha mediana e uma trajetória memorável.
Conclusão
A análise de Leandro Castán traz um olhar interessante e fundamentado sobre uma das questões mais relevantes da Seleção Brasileira antes da Copa de 2026. A sugestão de Ibañez na lateral direita combina pragmatismo defensivo com a versatilidade tática que um torneio desse porte exige. Aliada à experiência de Carlo Ancelotti, essa pode ser uma das peças do quebra-cabeça que o Brasil precisa para buscar o hexacampeonato. Continue acompanhando nossas análises para ficar por dentro de tudo sobre a Seleção na Copa do Mundo — e compartilhe sua opinião nos comentários: você apostaria em Ibañez na lateral direita?
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