Endrick na Copa 2026: "Nunca deixei o medo me dominar"
Endrick fala sobre convocação para a Copa do Mundo 2026 e revela como lidou com a pressão. Confira a declaração do jovem atacante da Seleção Brasileira.

Endrick na Copa 2026: "Nunca deixei o medo me dominar"
Preste a disputar sua primeira Copa do Mundo, o jovem atacante Endrick concedeu uma entrevista marcante à AFP nesta terça-feira, 2 de junho de 2026, na qual revelou como lidou com a pressão e a ansiedade em torno da convocação para o Mundial. Com uma maturidade que impressiona para a sua idade, o jogador foi direto: "Nunca deixei o medo me dominar".
A declaração repercutiu imediatamente entre torcedores e analistas esportivos, reforçando a imagem de um atleta que, apesar da juventude, já demonstra personalidade forte o suficiente para encarar o maior palco do futebol mundial.
A trajetória de Endrick até a convocação
Endrick Felipe Moreira de Sousa chamou a atenção do mundo do futebol ainda muito jovem, quando se destacou nas categorias de base do Palmeiras. Sua ascensão foi meteórica: gols decisivos no profissional, convocações para a Seleção Brasileira e uma transferência para o Real Madrid, um dos maiores clubes do planeta.
Desde que chegou à Europa, Endrick precisou lidar com desafios que vão muito além do campo. A adaptação a um novo país, a pressão por desempenho em um elenco estrelado e a constante cobrança da torcida brasileira por um protagonista na seleção são fatores que testariam qualquer jogador experiente — quanto mais um jovem em início de carreira.
Mesmo diante desse cenário, o atacante manteve o foco e a regularidade necessária para figurar entre os escolhidos pelo técnico da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá. A competição está prevista para ter início em 11 de junho de 2026, e a expectativa é enorme em torno da participação brasileira.
O peso de uma convocação para a Copa do Mundo
Para qualquer jogador de futebol, ser convocado para uma Copa do Mundo representa o ápice da carreira. Para muitos, é um sonho de infância que se concretiza. No entanto, o período que antecede a divulgação da lista de convocados costuma ser marcado por ansiedade e incerteza.
Endrick admitiu que o sentimento de expectativa existiu, mas reforçou que jamais permitiu que esse medo o paralisasse. A frase "Nunca deixei o medo me dominar" carrega um significado profundo, especialmente vindo de alguém que desde muito cedo precisou conviver com holofotes e pressão desproporcional à idade.
Essa postura mental é frequentemente apontada por psicólogos esportivos como um diferencial entre atletas de alto rendimento. A capacidade de reconhecer o medo, mas não se deixar controlar por ele, é uma habilidade que separa bons jogadores de jogadores verdadeiramente especiais.
O que esperar de Endrick na Copa do Mundo 2026
A Copa do Mundo de 2026 ainda não começou, portanto qualquer projeção sobre o desempenho de Endrick e da Seleção Brasileira permanece no campo das expectativas. No entanto, alguns elementos permitem traçar cenários possíveis.
Juventude como trunfo e como desafio
A história das Copas do Mundo está repleta de exemplos de jovens que brilharam na competição. Pelé, com apenas 17 anos, encantou o mundo em 1958. Ronaldo Fenômeno já chamava atenção em 1994, aos 17, mesmo sem entrar em campo. Mais recentemente, Mbappé foi decisivo para a França em 2018 com apenas 19 anos.
Endrick se insere nessa tradição de jovens talentos que chegam ao Mundial com a expectativa de fazer a diferença. A juventude pode ser um trunfo — pela energia, velocidade e destemor — mas também representa um desafio, já que a experiência em competições de altíssimo nível costuma ser um fator determinante em momentos decisivos.
O contexto da Seleção Brasileira
O Brasil chega à Copa de 2026 com a missão de encerrar um jejum de títulos mundiais que já dura mais de duas décadas. A última conquista foi em 2002, na Copa da Coreia do Sul e do Japão, e desde então a seleção canarinho passou por campanhas frustrantes, incluindo a traumática derrota por 7 a 1 para a Alemanha em 2014, em casa.
A presença de Endrick no elenco representa a aposta em uma nova geração de jogadores que pode devolver ao Brasil o protagonismo no cenário mundial. Ao lado de outros talentos, o atacante deve ter a oportunidade de mostrar em campo a mesma coragem que demonstrou em suas palavras.
Preparação mental: um diferencial cada vez mais valorizado
A declaração de Endrick também joga luz sobre um aspecto cada vez mais relevante no esporte de alto rendimento: a preparação mental. Clubes e seleções de ponta investem cada vez mais em profissionais de psicologia esportiva, reconhecendo que o desempenho físico e técnico precisa ser acompanhado de equilíbrio emocional.
Estudos na área de psicologia do esporte indicam que atletas que desenvolvem estratégias para lidar com o medo e a ansiedade tendem a performar melhor sob pressão. Técnicas como visualização, controle de respiração e reestruturação cognitiva são ferramentas comuns no arsenal de jogadores que atuam nos mais altos níveis.
Endrick, ao verbalizar que nunca permitiu que o medo o dominasse, sugere que possui — seja de forma natural ou desenvolvida — uma inteligência emocional que pode ser decisiva nos momentos mais tensos de uma Copa do Mundo.
Lições que vão além do futebol
A fala de Endrick transcende o contexto esportivo. A ideia de reconhecer o medo sem se deixar paralisar por ele é uma lição aplicável a diversas áreas da vida. Seja em uma entrevista de emprego, em um exame importante ou em qualquer situação de alta pressão, a capacidade de agir apesar do medo é uma habilidade valiosa.
No caso de Endrick, essa mentalidade foi forjada em uma trajetória que incluiu sair de casa ainda adolescente, mudar de país e competir ao lado de alguns dos melhores jogadores do mundo. Cada um desses passos exigiu coragem, resiliência e a determinação de não permitir que a insegurança ditasse suas escolhas.
Conclusão
A declaração de Endrick à AFP reforça a imagem de um atleta maduro, consciente dos desafios que o aguardam e preparado para enfrentá-los. Com a Copa do Mundo de 2026 prestes a começar, a expectativa é de que o jovem atacante possa transformar essa mentalidade forte em atuações marcantes dentro de campo. O Brasil, sedento por um novo título mundial, deposita parte de suas esperanças nessa nova geração — e Endrick parece pronto para assumir essa responsabilidade.
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