FIFA nega controle sobre vistos para a Copa do Mundo 2026
FIFA se pronuncia sobre problemas com vistos para a Copa 2026, rebate críticas sobre ingressos e comenta recuperação de Messi. Entenda o cenário completo.

FIFA nega ter controle sobre vistos para a Copa do Mundo 2026
A poucos dias do início da Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá, a questão dos vistos para torcedores tem gerado grande repercussão internacional. O presidente da FIFA, Gianni Infantino, veio a público abordar o tema e afirmou que a entidade não possui controle sobre a política de imigração dos países-sede, respondendo às crescentes críticas de torcedores e federações ao redor do mundo.
O assunto ganhou força porque milhares de fãs de futebol relataram dificuldades para obter vistos de entrada nos Estados Unidos — principal sede do torneio e país que receberá a maioria das partidas, incluindo a grande final. O cenário acende um alerta sobre a experiência do torcedor nesta edição histórica do Mundial.
A posição da FIFA sobre a questão dos vistos
Segundo reportagem da Gazeta Esportiva, Gianni Infantino reconheceu que há problemas reais enfrentados por torcedores que desejam acompanhar suas seleções presencialmente, mas fez questão de delimitar o papel da FIFA no processo. O dirigente destacou que a concessão de vistos é uma prerrogativa soberana de cada país, e que a entidade máxima do futebol mundial não tem poder para interferir nas políticas migratórias dos Estados Unidos, México ou Canadá.
Essa declaração é significativa porque, em edições anteriores da Copa do Mundo, os países-sede costumavam flexibilizar suas regras de entrada para portadores de ingressos do torneio. Na Copa de 2018, na Rússia, por exemplo, o governo russo criou o chamado "Fan ID", um documento que permitia a entrada no país sem necessidade de visto tradicional para quem tivesse ingresso confirmado. Medida semelhante foi adotada pelo Catar em 2022, com o cartão Hayya.
No caso da Copa de 2026, a situação é mais complexa. Os Estados Unidos mantêm uma das políticas de imigração mais rígidas do mundo, com processos de visto que exigem entrevistas presenciais em consulados, comprovação de vínculos com o país de origem e prazos que podem se estender por semanas ou até meses. Para torcedores de diversas nacionalidades — especialmente de países da América Latina, África e Ásia — a obtenção do visto americano representa uma barreira real.
Infantino teria indicado que a FIFA está em diálogo constante com as autoridades dos três países-sede para buscar soluções que facilitem o acesso dos torcedores, mas reforçou que a decisão final cabe aos governos nacionais.
Críticas sobre ingressos e a logística do torneio
Além da questão dos vistos, o presidente da FIFA também respondeu a críticas relacionadas à política de ingressos da Copa do Mundo 2026. Torcedores de diversas partes do mundo reclamaram dos preços elevados e da dificuldade de acesso aos bilhetes, especialmente para jogos das fases mais avançadas do torneio.
Esta edição do Mundial é a primeira a contar com 48 seleções, um aumento significativo em relação às 32 equipes das edições anteriores. Isso significa mais jogos, mais estádios envolvidos e uma logística sem precedentes. São três países-sede, dezenas de cidades e uma extensão territorial que exigirá deslocamentos aéreos consideráveis entre partidas.
Para o torcedor comum, o custo total de acompanhar a Copa presencialmente vai muito além do ingresso: inclui passagens aéreas, hospedagem, alimentação, transporte interno e, claro, o próprio visto. A combinação desses fatores tem gerado um debate sobre a acessibilidade do evento e se a FIFA está cumprindo seu discurso de tornar o futebol um esporte verdadeiramente global e inclusivo.
Alguns exemplos práticos ilustram o desafio:
- Torcedores africanos e asiáticos frequentemente enfrentam taxas de recusa de visto americano superiores a 30%, segundo dados consulares públicos.
- Fãs sul-americanos, mesmo de países com tradição futebolística forte, relatam filas de espera de meses para agendamento de entrevistas em consulados dos EUA.
- O custo médio estimado para um torcedor estrangeiro acompanhar três jogos da fase de grupos nos Estados Unidos pode ultrapassar facilmente os US$ 5.000, considerando voo, estadia e ingressos.
Essas barreiras levantam questionamentos legítimos sobre o perfil de público que efetivamente conseguirá estar presente nos estádios.
Recuperação de Messi e a expectativa pela estreia da Argentina
Durante seu pronunciamento, Infantino também abordou um dos temas mais acompanhados pelo mundo do futebol: a condição física de Lionel Messi antes da estreia da Argentina na Copa do Mundo 2026. O craque argentino, que conquistou o título mundial em 2022 no Catar, tem enfrentado desafios físicos nos últimos meses, e sua participação no torneio vem sendo acompanhada com grande expectativa e certa apreensão.
Segundo o presidente da FIFA, as informações disponíveis indicam uma recuperação positiva de Messi, e a expectativa é de que o camisa 10 esteja apto para a estreia argentina no torneio. Para a FIFA, a presença de Messi na Copa é vista como um fator importante não apenas esportivamente, mas também comercialmente, dado o enorme apelo global do jogador.
A Argentina chega à Copa de 2026 como atual campeã mundial e uma das grandes favoritas ao título. A seleção comandada por Lionel Scaloni deve contar com um elenco experiente e competitivo, e a presença de Messi — possivelmente em sua última Copa do Mundo — adiciona uma camada extra de emoção e interesse ao torneio.
Vale ressaltar que, até a data de publicação deste artigo, a Copa do Mundo 2026 ainda não teve início, e as informações sobre a condição física de jogadores podem evoluir nos próximos dias.
O contexto mais amplo: desafios de uma Copa em três países
A decisão de realizar a Copa do Mundo em três países simultaneamente sempre trouxe consigo desafios logísticos e diplomáticos únicos. A questão dos vistos é apenas uma das muitas variáveis que diferenciam esta edição das anteriores.
Outros pontos de atenção incluem:
- Segurança: coordenar operações de segurança em três países com legislações e forças policiais distintas.
- Transporte: garantir que torcedores consigam se deslocar entre cidades e países de forma eficiente durante o torneio.
- Fuso horário: os jogos serão disputados em diferentes fusos, o que impacta tanto o público presente quanto a audiência televisiva global.
- Clima: as condições climáticas variam enormemente entre as cidades-sede, desde o calor intenso de cidades mexicanas até temperaturas mais amenas no Canadá.
Todos esses fatores fazem da Copa de 2026 um evento sem precedentes na história do futebol, e a capacidade da FIFA e dos países-sede de superar esses desafios será determinante para o sucesso do torneio.
Conclusão
A declaração da FIFA sobre a questão dos vistos evidencia uma tensão real entre a ambição de realizar o maior evento esportivo do planeta e as limitações impostas pelas políticas soberanas dos países-sede. Enquanto a entidade afirma estar trabalhando para facilitar o acesso dos torcedores, a realidade prática mostra que muitos fãs podem ficar de fora dos estádios por barreiras burocráticas e financeiras. Com a Copa do Mundo 2026 se aproximando, este é um tema que merece acompanhamento atento. Continue acompanhando nosso blog para ficar por dentro de todas as atualizações, análises e bastidores do maior torneio de futebol do mundo.
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