Infantino diz que Copa 2026 seria impossível sem Trump
Gianni Infantino afirmou que sem o envolvimento de Donald Trump seria impossível organizar a Copa 2026 nos EUA. Entenda o contexto da declaração.

Infantino destaca papel de Trump na organização da Copa do Mundo 2026
Na véspera do início da Copa do Mundo 2026, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, fez uma declaração que repercutiu amplamente no cenário esportivo e político mundial. Durante evento realizado na Cidade do México nesta quarta-feira (10 de junho de 2026), Infantino afirmou que "sem o compromisso e o envolvimento" de Donald Trump, "teria sido impossível organizar uma Copa do Mundo nos Estados Unidos".
A fala do mandatário máximo do futebol mundial ocorre em um momento de grande expectativa global, com o torneio prestes a começar e os olhos do planeta voltados para os três países-sede: Estados Unidos, México e Canadá. A declaração levanta questões sobre a relação entre política e esporte, sobre os bastidores da organização de um megaevento e sobre o papel que líderes governamentais desempenham para viabilizar competições dessa magnitude.
O contexto da declaração de Infantino
Organizar uma Copa do Mundo é um empreendimento logístico, financeiro e diplomático de proporções gigantescas. O torneio de 2026 é histórico por diversos motivos: é a primeira edição com 48 seleções, a primeira organizada por três países simultaneamente e uma das maiores operações de infraestrutura esportiva já realizadas.
Quando Infantino menciona o "compromisso e envolvimento" de Trump, o presidente da FIFA se refere à necessidade de apoio governamental em áreas cruciais para a realização do evento. Entre os principais pontos que dependem de cooperação entre FIFA e governo local, destacam-se:
- Infraestrutura de transporte e segurança: a mobilização de forças de segurança, o planejamento de rotas logísticas e a adequação de aeroportos e rodovias para receber milhões de torcedores.
- Políticas de visto e imigração: a flexibilização ou agilização de processos migratórios para permitir a entrada de torcedores, delegações, jornalistas e profissionais de diversas nacionalidades.
- Garantias governamentais: a FIFA tradicionalmente exige dos países-sede uma série de garantias legais, fiscais e operacionais que só podem ser concedidas pelo governo federal.
- Investimentos públicos: embora grande parte do financiamento venha da iniciativa privada, obras de infraestrutura urbana e de acessibilidade aos estádios frequentemente demandam participação estatal.
A relação entre governos e entidades esportivas na organização de grandes eventos sempre foi marcada por tensões e negociações complexas. Não é incomum que presidentes da FIFA reconheçam publicamente o papel de chefes de Estado nesse processo. Em edições anteriores, líderes como Vladimir Putin (Rússia 2018) e a família real do Catar (2022) também foram destacados pela FIFA como peças fundamentais na viabilização dos torneios.
A Copa do Mundo de 2026: dimensão e desafios
A edição de 2026 representa um salto significativo em relação às Copas anteriores. Com o aumento de 32 para 48 seleções, o número de jogos passou de 64 para 104 partidas, distribuídas em 16 cidades-sede espalhadas por três países com fusos horários, legislações e culturas distintas.
Nos Estados Unidos, as partidas devem ser realizadas em estádios de grande capacidade que já são utilizados por franquias da NFL e do futebol americano universitário. A adaptação desses espaços para o futebol — incluindo dimensões do campo, instalações para transmissão televisiva e áreas de hospitalidade — exige coordenação minuciosa.
No México, a tradição de sediar Copas do Mundo é consolidada. O país já recebeu o torneio em 1970 e 1986, e o icônico Estádio Azteca, na Cidade do México, deve entrar para a história como o único estádio a receber jogos em três edições diferentes da Copa.
O Canadá, por sua vez, participa como sede de uma Copa do Mundo masculina pela primeira vez, consolidando o crescimento do futebol no país, que já sediou com sucesso a Copa do Mundo Feminina em 2015.
Os desafios diplomáticos por trás dos bastidores
Organizar um evento trinacional adiciona camadas de complexidade diplomática que vão muito além do esporte. Questões como a coordenação de políticas de segurança entre três países, a padronização de protocolos sanitários, a logística de transporte transfronteiriço e até mesmo as relações comerciais entre as nações envolvidas precisam ser equacionadas.
A declaração de Infantino, nesse sentido, pode ser interpretada como um reconhecimento de que, sem o engajamento ativo do governo dos Estados Unidos — país que concentra a maior parte dos jogos e a fase final do torneio —, a complexidade operacional poderia ter inviabilizado o projeto.
É importante ressaltar, porém, que a candidatura conjunta de Estados Unidos, México e Canadá foi escolhida pela FIFA em 2018, derrotando a proposta de Marrocos em votação realizada durante o Congresso da entidade em Moscou. Desde então, diversas administrações e equipes de organização trabalharam para transformar o projeto em realidade.
A relação entre política e futebol: uma constante histórica
A intersecção entre política e grandes eventos esportivos não é novidade. Desde as Olimpíadas de Berlim em 1936 até a Copa do Mundo do Catar em 2022, passando pelas Olimpíadas de Pequim em 2008, governos sempre utilizaram — e foram utilizados por — megaeventos esportivos como instrumentos de projeção internacional, desenvolvimento de infraestrutura e afirmação política.
No caso específico da Copa de 2026, a dimensão política ganha contornos ainda mais evidentes. A relação entre Estados Unidos, México e Canadá envolve temas sensíveis como imigração, comércio internacional e segurança de fronteiras, assuntos que transcendem o esporte e que inevitavelmente impactam a organização do torneio.
A fala de Infantino, portanto, não deve ser analisada de forma isolada. Ela reflete uma dinâmica que é inerente à realização de eventos dessa escala: a dependência de vontade política, recursos governamentais e cooperação institucional para que o espetáculo esportivo aconteça.
O que esperar do torneio
Com o pontapé inicial previsto para os próximos dias, a expectativa é de que a Copa do Mundo 2026 seja um marco na história do futebol. O formato expandido promete mais jogos, mais seleções representadas e uma experiência inédita para torcedores dos três países-sede.
As atenções agora se voltam para o campo, onde 48 seleções disputarão o troféu mais cobiçado do futebol mundial. Independentemente dos bastidores políticos, é dentro das quatro linhas que a história será escrita.
Conclusão
A declaração de Gianni Infantino sobre o papel de Donald Trump na viabilização da Copa do Mundo 2026 nos Estados Unidos evidencia, mais uma vez, a relação indissociável entre política e grandes eventos esportivos. Enquanto os bastidores revelam negociações complexas e dependência de apoio governamental, o mundo se prepara para acompanhar o maior torneio de futebol já realizado. Fique acompanhando nosso blog para conferir as últimas atualizações, análises táticas e tudo sobre a Copa do Mundo 2026 — o espetáculo está apenas começando.
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