Copa 20265 min de leitura·01 de julho de 2026

Inglaterra vira sobre RD Congo com dois de Kane e avança às oitavas

A Inglaterra levou susto, mas Harry Kane marcou duas vezes e garantiu a virada por 2 a 1 sobre a RD Congo. Veja a análise completa do jogo.


Inglaterra sofre, mas Kane resolve e garante classificação às oitavas da Copa 2026

A Inglaterra confirmou sua vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026, mas precisou suar muito mais do que o esperado. Nesta quarta-feira, em Atlanta, os comandados de Thomas Tuchel enfrentaram uma RD Congo aguerrida e saíram atrás no placar, mas contaram com a eficiência de Harry Kane para virar o jogo e vencer por 2 a 1.

O resultado mantém a tradição inglesa de classificações dramáticas em Copas do Mundo e reforça o status de Kane como um dos grandes artilheiros da história da seleção. No entanto, o desempenho abaixo do esperado no primeiro tempo acende um alerta para os desafios que virão pela frente na competição.

Primeiro tempo: RD Congo surpreende e abre o placar

A expectativa antes do jogo era de uma partida controlada pela Inglaterra, que entrou em campo como ampla favorita. No entanto, a RD Congo mostrou desde os primeiros minutos que não estava em Atlanta apenas para cumprir tabela. Com uma postura corajosa e organizada, os africanos conseguiram neutralizar as principais jogadas ofensivas inglesas e exploraram os espaços deixados pela defesa adversária.

O gol de Cipenga, que abriu o placar ainda na primeira etapa, coroou uma atuação combativa da seleção congolesa. O lance evidenciou fragilidades defensivas na equipe de Tuchel, especialmente nas transições, um problema que já havia sido identificado em jogos anteriores da fase de grupos.

A torcida inglesa presente no Mercedes-Benz Stadium sentiu o golpe. A Inglaterra foi para o intervalo em desvantagem, precisando reagir para não correr o risco de uma eliminação precoce — algo que seria catastrófico para uma seleção com tantas expectativas depositadas.

Segundo tempo: Harry Kane assume o protagonismo

Se o primeiro tempo pertenceu à RD Congo, a etapa final foi de Harry Kane. O centroavante, que disputa o que pode ser sua última Copa do Mundo em alto nível, mostrou por que é considerado um dos melhores atacantes de sua geração.

Com dois gols na segunda metade do jogo, Kane não apenas virou o placar como também deu tranquilidade a uma equipe que parecia nervosa e sem criatividade. Sua capacidade de se posicionar nos espaços certos, combinada com uma finalização precisa, foi o diferencial que a Inglaterra precisava para superar a resistência congolesa.

Os gols de Kane também reforçam seus números impressionantes com a camisa da seleção inglesa. O atacante é o maior artilheiro da história da Inglaterra e segue ampliando esse recorde em cada competição que disputa. Em Copas do Mundo, ele já havia sido artilheiro na edição de 2018, na Rússia, e continua mostrando que grandes palcos trazem o melhor de seu futebol.

A importância tática da virada

Além dos gols, a virada inglesa revelou ajustes táticos importantes realizados por Thomas Tuchel no intervalo. O treinador alemão, que assumiu a seleção com a missão de levar a Inglaterra ao tão sonhado título mundial, demonstrou capacidade de leitura de jogo ao corrigir os problemas defensivos e dar mais dinâmica ao meio-campo.

A entrada de jogadores mais criativos e a mudança no esquema de pressão sobre a saída de bola congolesa foram fundamentais para que a Inglaterra conseguisse criar mais oportunidades e, consequentemente, chegasse aos gols da virada. Tuchel sabe que precisará de mais do que talento individual para avançar em uma Copa do Mundo — a organização coletiva será essencial nas fases eliminatórias.

RD Congo sai de cabeça erguida

Apesar da derrota, a RD Congo deixou o gramado em Atlanta com motivos para se orgulhar. A seleção africana mostrou que pode competir de igual para igual com potências do futebol mundial e deu trabalho real a uma das favoritas ao título.

O gol de Cipenga ficará marcado como um dos momentos memoráveis da Copa para o futebol congolês. A coragem tática e a entrega física dos jogadores africanos foram elogiadas por analistas e torcedores, que reconheceram o mérito de uma equipe que não se intimidou diante do favoritismo inglês.

Para o futebol africano como um todo, atuações como essa reforçam a evolução do continente em competições de nível mundial. Mesmo sem a classificação, a RD Congo mostrou que o gap entre as seleções tradicionais e as chamadas "zebras" está cada vez menor.

O que espera a Inglaterra nas oitavas: México no Azteca

Com a classificação garantida, a Inglaterra agora volta suas atenções para o próximo desafio: um confronto contra o México, previsto para o próximo domingo, no lendário Estádio Azteca, na Cidade do México.

Esse duelo promete ser um dos mais emocionantes das oitavas de final. O Azteca é conhecido por sua atmosfera intimidadora, com a altitude da Cidade do México (cerca de 2.240 metros acima do nível do mar) sendo um fator que historicamente prejudica equipes não acostumadas a jogar nessas condições. A torcida mexicana deve transformar o estádio em um verdadeiro caldeirão, criando um ambiente hostil para os ingleses.

Além do fator campo, o México costuma ter desempenhos sólidos em Copas do Mundo disputadas em casa ou na América do Norte. A seleção mexicana deve contar com o apoio massivo de sua torcida e com jogadores motivados pela oportunidade de eliminar uma das favoritas ao título.

Para Tuchel, o jogo contra a RD Congo serviu como um alerta valioso. A Inglaterra não pode se dar ao luxo de começar mal contra o México, pois qualquer descuido pode ser fatal em uma fase eliminatória. A equipe precisará mostrar mais consistência ao longo dos 90 minutos e não depender exclusivamente de momentos de brilhantismo individual.

Pontos de atenção para Tuchel

  • Defesa: Os problemas nas transições defensivas precisam ser corrigidos urgentemente. O México tem jogadores rápidos e habilidosos que podem explorar esses espaços.
  • Meio-campo criativo: A falta de criatividade no primeiro tempo contra a RD Congo mostrou que a Inglaterra precisa de mais opções para quebrar defesas organizadas.
  • Condicionamento físico: A altitude do Azteca será um desafio extra. A preparação física nos dias que antecedem a partida será crucial.
  • Gestão emocional: Jogar fora de casa, em um ambiente hostil, exigirá maturidade e controle emocional de todo o elenco.

Conclusão

A vitória da Inglaterra sobre a RD Congo por 2 a 1, com dois gols de Harry Kane, garantiu a classificação inglesa às oitavas de final da Copa do Mundo 2026, mas também expôs vulnerabilidades que precisam ser resolvidas. O susto levado em Atlanta serve como lição para uma equipe que tem ambições de conquistar o título mundial pela segunda vez na história. Com o desafio monumental de enfrentar o México no Estádio Azteca pela frente, os próximos dias serão decisivos para que Tuchel ajuste sua equipe e prepare seus jogadores para o que promete ser uma batalha intensa. Continue acompanhando nossa cobertura completa da Copa do Mundo 2026 para não perder nenhum detalhe das oitavas de final e dos próximos capítulos dessa competição emocionante.

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