Copa 20265 min de leitura·18 de junho de 2026

Lula brinca sobre 'contratar' Messi para a Seleção Brasileira

Presidente Lula fez piada sobre trazer Messi ao Brasil após hat-trick na Copa 2026. Veja o contexto da declaração e a situação da Seleção no Mundial.


Lula sugere 'contratar' Messi em tom de brincadeira após estreia na Copa 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou atenção ao brincar sobre a possibilidade de "contratar" o craque argentino Lionel Messi para defender a Seleção Brasileira. A declaração bem-humorada veio após a estreia das duas seleções sul-americanas na Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, México e Canadá.

O contexto da piada não poderia ser mais emblemático: enquanto a Argentina, principal rival do Brasil no cenário continental, goleou a Argélia por 3 a 0 — com hat-trick de Messi —, a Seleção Brasileira ficou no empate de 1 a 1 diante do Marrocos, resultado que gerou certa frustração entre os torcedores brasileiros.

A fala de Lula, evidentemente em tom descontraído, reflete um sentimento que muitos brasileiros compartilham: a admiração — ainda que relutante — pelo talento de Messi, aliada à preocupação com o desempenho da Seleção Canarinho neste início de Mundial.

O desempenho contrastante na rodada de estreia

A primeira rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026 trouxe cenários distintos para Brasil e Argentina, rivais históricos do futebol mundial.

A Argentina, atual bicampeã mundial após os títulos de 2022 (no Catar) e a longa trajetória vitoriosa sob o comando técnico de Lionel Scaloni, fez uma estreia avassaladora. Messi, aos 39 anos, mostrou que a idade é apenas um número ao anotar três gols contra a Argélia, reafirmando seu status como um dos maiores jogadores de todos os tempos. O hat-trick consolidou uma atuação dominante dos argentinos e reforçou a condição da Albiceleste como uma das grandes favoritas ao título.

Já o Brasil teve uma estreia mais complicada. O empate em 1 a 1 com o Marrocos evidenciou as dificuldades que a Seleção vinha enfrentando em parte do ciclo de preparação para o Mundial. O time africano, que já havia sido semifinalista da Copa de 2022 e conta com jogadores de alto nível atuando nas principais ligas europeias, provou ser um adversário extremamente competitivo.

Lula, ao comentar os resultados, reconheceu a força do Marrocos e fez questão de destacar que a seleção africana não era um adversário fácil para ninguém. Ao mesmo tempo, o presidente relembrou uma característica histórica do futebol brasileiro: a capacidade de surpreender justamente quando é desacreditado.

A tradição brasileira de reagir sob pressão

A observação de Lula sobre o Brasil surpreender quando desacreditado tem respaldo histórico. Em diversas edições da Copa do Mundo, a Seleção Brasileira mostrou resiliência após inícios difíceis ou períodos de ceticismo por parte da imprensa e da torcida.

Um dos exemplos mais marcantes é a Copa de 1994, nos Estados Unidos. Naquela ocasião, o Brasil chegou ao torneio sem ser apontado como grande favorito, com um estilo de jogo considerado pragmático demais para os padrões brasileiros. No entanto, a equipe comandada por Carlos Alberto Parreira foi se encontrando ao longo da competição e conquistou o tetracampeonato de forma invicta.

Outro caso emblemático é a Copa de 2002, na Coreia do Sul e no Japão. A Seleção chegou ao Mundial após uma campanha turbulenta nas Eliminatórias Sul-Americanas, em que quase ficou de fora da competição. Com Ronaldo voltando de lesões graves e um elenco questionado por muitos, o Brasil acabou conquistando o pentacampeonato com uma campanha impecável de sete vitórias em sete jogos.

Esses precedentes alimentam a esperança de que a Seleção de 2026 pode crescer ao longo do torneio, mesmo após um início aquém das expectativas. A fase de grupos ainda reserva mais duas rodadas, e o futebol brasileiro já mostrou inúmeras vezes que sabe se reinventar quando mais precisa.

Messi e a relação de amor e rivalidade com o Brasil

A brincadeira de Lula sobre "contratar" Messi também toca em um ponto sensível e fascinante do futebol sul-americano: a relação de rivalidade e respeito mútuo entre Brasil e Argentina.

Messi, ao longo de sua carreira, enfrentou o Brasil em diversas ocasiões memoráveis. A final da Copa América de 2021, no Maracanã, quando a Argentina venceu por 1 a 0 e encerrou um jejum de 28 anos sem títulos pela seleção principal, é talvez o momento mais simbólico dessa rivalidade recente. Para os argentinos, foi a consagração definitiva de Messi como líder da seleção. Para os brasileiros, foi uma derrota dolorosa em casa.

A ideia hipotética — e obviamente impossível — de ter Messi vestindo a camisa amarela é o tipo de fantasia que só o futebol permite. O comentário de Lula, feito com bom humor, traduz o reconhecimento de que, independentemente da rivalidade, o talento de Messi transcende fronteiras e camisas.

Ao mesmo tempo, a brincadeira serve como um lembrete de que o Brasil precisa encontrar suas próprias soluções dentro de campo. A Seleção conta com jogadores talentosos e com experiência em grandes clubes europeus, e a expectativa é que a comissão técnica consiga ajustar a equipe para as próximas partidas da fase de grupos.

O que esperar do Brasil nas próximas rodadas

Com o empate na estreia, o Brasil precisa de resultados positivos nas duas rodadas seguintes para garantir a classificação para as oitavas de final. A Copa do Mundo de 2026, que conta com 48 seleções e um formato expandido, oferece mais jogos na fase de grupos, mas também exige consistência desde o início.

A torcida brasileira, apesar da frustração inicial, mantém a esperança. O futebol é um esporte de momentos, e uma boa sequência de jogos pode mudar completamente a narrativa em torno da Seleção. Jogadores experientes e jovens talentos terão a oportunidade de mostrar seu valor nas partidas que estão por vir.

A comissão técnica deve trabalhar nos ajustes táticos necessários, especialmente no setor ofensivo, onde o time mostrou dificuldade para criar chances claras contra a bem-organizada defesa marroquina. A intensidade e a objetividade no ataque serão fundamentais para que o Brasil consiga impor seu jogo nos próximos compromissos.

Conclusão

A brincadeira do presidente Lula sobre "contratar" Messi para a Seleção Brasileira, embora descontraída, reflete o momento de expectativa e ansiedade que envolve o Brasil na Copa do Mundo de 2026. O hat-trick de Messi pela Argentina e o empate brasileiro contra o Marrocos criaram um contraste que alimentou o debate entre torcedores e comentaristas. No entanto, como a própria história do futebol brasileiro ensina, é cedo para conclusões definitivas. A Seleção ainda tem muito a mostrar neste Mundial, e os próximos jogos serão decisivos para definir o rumo da campanha. Continue acompanhando nosso blog para ficar por dentro de todas as análises, bastidores e desdobramentos da Copa 2026.

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