Messi não tem condições de jogar 90 minutos na Copa 2026, diz La Volpe
Ricardo La Volpe avalia que Messi pode não aguentar 90 minutos na Copa 2026. Veja a análise sobre o craque argentino e as chances da Argentina no Mundial.

Messi não tem condições de jogar 90 minutos na Copa 2026, avalia La Volpe
A presença de Lionel Messi na Copa do Mundo de 2026 é um dos assuntos mais debatidos no futebol mundial. Aos 38 anos e atuando na Major League Soccer (MLS) pelo Inter Miami, o craque argentino enfrenta questionamentos naturais sobre sua capacidade física para disputar um torneio tão exigente. Recentemente, o ex-técnico e campeão mundial pela Argentina, Ricardo La Volpe, trouxe à tona uma avaliação contundente: segundo ele, Messi pode não ter condições de atuar durante os 90 minutos completos de uma partida no Mundial.
A declaração, reportada pela Gazeta Esportiva, reacende o debate sobre como a seleção argentina pode administrar seu maior ídolo em uma competição que promete ser a mais longa e intensa da história das Copas do Mundo.
A avaliação de La Volpe: experiência fala alto
Ricardo La Volpe é um nome de peso no futebol sul-americano. Campeão mundial pela Argentina em 1978 e com longa carreira como treinador — principalmente no futebol mexicano —, o argentino naturalizado mexicano tem credenciais para opinar sobre gestão de elenco e desgaste físico de atletas em alto nível.
Segundo La Volpe, a questão não é sobre a qualidade técnica de Messi, que permanece inquestionável, mas sim sobre a realidade física de um jogador que já ultrapassou os 38 anos. O desgaste acumulado ao longo de mais de duas décadas de carreira profissional, somado às exigências de uma Copa do Mundo — com jogos em intervalos curtos e condições climáticas variadas nos Estados Unidos, México e Canadá —, torna improvável que o camisa 10 consiga manter o mesmo rendimento durante uma partida inteira.
Apesar dessa ressalva, La Volpe deixou claro que enxerga a Argentina como uma das grandes candidatas ao título do Mundial de 2026. A seleção comandada por Lionel Scaloni conta com um elenco profundo e talentoso, com jogadores de classe mundial em praticamente todas as posições. A questão, portanto, não seria se a Argentina pode vencer, mas como utilizará Messi da maneira mais inteligente possível.
O desafio de administrar Messi na Copa de 2026
A Copa do Mundo de 2026, que deve ser disputada entre junho e julho nos Estados Unidos, México e Canadá, terá um formato inédito com 48 seleções. Isso significa mais jogos e uma fase de grupos ampliada, o que eleva consideravelmente a exigência física sobre os elencos.
Para a Argentina, o desafio de administrar Messi não é exatamente novo. Já na Copa de 2022, no Catar, houve momentos em que o craque precisou dosar esforços dentro de campo, recuando para posições mais centrais e deixando as corridas longas para companheiros como Julián Álvarez e Enzo Fernández. O resultado, como se sabe, foi o título mundial — o terceiro da história argentina e o primeiro de Messi.
No entanto, entre 2022 e 2026, quatro anos se passaram, e o desgaste natural da idade é um fator que não pode ser ignorado. Na MLS, Messi tem apresentado bons números ofensivos, mas a liga norte-americana possui um calendário e um nível de intensidade diferentes dos campeonatos europeus. A transição para o ritmo de uma Copa do Mundo pode ser desafiadora.
Possíveis estratégias de Scaloni
Caso Messi esteja presente no elenco argentino — o que ainda depende de convocação e condições físicas —, Lionel Scaloni terá algumas opções estratégicas à disposição:
- Titular com substituição planejada: Messi poderia iniciar as partidas e ser substituído entre os 60 e 70 minutos, preservando energia para os jogos decisivos do mata-mata.
- Reserva de luxo: Em jogos da fase de grupos contra adversários teoricamente mais acessíveis, Messi poderia começar no banco e entrar no segundo tempo, caso necessário.
- Rodízio seletivo: Scaloni poderia poupar Messi em determinados jogos da fase de grupos para tê-lo inteiro nas fases eliminatórias.
- Função tática redefinida: Posicionar Messi em uma função ainda mais centralizada e estática, quase como um "falso 9" puro ou um meia armador que não precisa se deslocar grandes distâncias.
Essas estratégias não são inéditas no futebol de alto nível. Treinadores como Carlo Ancelotti, por exemplo, já administraram craques veteranos em competições longas com grande sucesso. O próprio Didier Deschamps gerenciou a carga de Olivier Giroud e outros veteranos na seleção francesa em torneios recentes.
O peso simbólico de Messi em uma Copa do Mundo
Além do aspecto tático e físico, há uma dimensão que não pode ser mensurada em estatísticas: o impacto emocional e psicológico de ter Messi no elenco. Para os companheiros de seleção, a presença do maior jogador da história argentina — e possivelmente de todos os tempos — é um fator motivacional imenso.
Mesmo que Messi não consiga atuar os 90 minutos em todas as partidas, sua simples presença em campo, ainda que por períodos mais curtos, pode ser decisiva. Ele continua sendo um jogador capaz de resolver partidas com um passe, um drible ou uma finalização que poucos no mundo conseguem replicar.
Vale lembrar que, na Copa de 2022, alguns dos momentos mais marcantes de Messi aconteceram em lances pontuais — a finalização contra o México, a assistência contra a Austrália, os gols na final contra a França. Não foram necessariamente 90 minutos de domínio absoluto, mas sim lampejos de genialidade que mudaram o rumo das partidas.
A Argentina além de Messi
É importante ressaltar que a Argentina de 2026 não depende exclusivamente de Messi. O elenco que Scaloni vem construindo ao longo dos últimos anos é considerado um dos mais completos do futebol mundial. Jogadores como Enzo Fernández, Julián Álvarez, Alexis Mac Allister, Rodrigo De Paul e Lautaro Martínez estão em plena maturidade futebolística e atuam em clubes de elite na Europa.
A defesa, ancorada por nomes como Cristian Romero e Lisandro Martínez, oferece solidez, enquanto o goleiro Emiliano Martínez segue sendo um dos melhores do mundo em sua posição. Essa profundidade de elenco permite que a Argentina não dependa de Messi para vencer jogos, mas possa utilizá-lo como um diferencial estratégico nos momentos mais importantes.
Conclusão: realismo e genialidade podem coexistir
A avaliação de La Volpe sobre as limitações físicas de Messi para a Copa de 2026 é realista e não diminui em nada a grandeza do jogador. Pelo contrário, reconhecer essas limitações pode ser a chave para que a Argentina utilize seu maior craque da forma mais eficiente possível. O futebol moderno já provou que não é necessário jogar 90 minutos para ser decisivo — e poucos jogadores na história demonstraram isso tão bem quanto Lionel Messi. Se você quer acompanhar todas as análises e novidades sobre a Copa do Mundo de 2026, continue acompanhando nosso blog para não perder nenhum detalhe sobre a preparação das seleções para o maior torneio do futebol mundial.
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