Messi será o melhor 'até quando quiser', diz Scaloni após estreia
Lionel Messi brilhou na estreia da Argentina na Copa 2026 com hat-trick contra a Argélia. Scaloni elogiou o craque de 38 anos. Confira a análise completa.

Messi será o melhor 'até quando quiser', diz Scaloni após brilhar na Copa 2026
Lionel Messi continua desafiando o tempo. Na estreia da Argentina na Copa do Mundo de 2026, o camisa 10 protagonizou uma atuação histórica ao marcar um hat-trick na vitória por 3 a 0 sobre a Argélia, arrancando elogios efusivos do técnico Lionel Scaloni. Aos 38 anos, o craque argentino reafirmou ao mundo que sua genialidade não tem prazo de validade.
A declaração de Scaloni após a partida sintetizou o que milhões de torcedores ao redor do planeta já sabiam, mas que ainda assim impressiona a cada nova exibição: Messi seguirá sendo o melhor jogador do mundo "até quando quiser". A frase, carregada de admiração e respeito, reflete não apenas o talento incomparável do argentino, mas também a sua capacidade de se reinventar e manter um nível de desempenho extraordinário em uma idade em que a maioria dos jogadores já pendurou as chuteiras.
Hat-trick histórico e recordes quebrados
A partida contra a Argélia, válida pela primeira rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, ficará marcada nos livros de história do futebol por diversas razões. O hat-trick de Messi não foi apenas uma demonstração de habilidade técnica — foi um marco estatístico impressionante.
Com os três gols anotados, Messi igualou o recorde de gols em Copas do Mundo pertencente ao alemão Miroslav Klose, que encerrou sua participação em Mundiais com 16 gols. O feito é ainda mais notável quando se considera a longevidade da carreira de Messi em Copas: o argentino se tornou o primeiro jogador da história a disputar seis edições do torneio.
Desde sua estreia em 2006, na Alemanha, Messi participou de todas as Copas do Mundo realizadas:
- 2006 (Alemanha) — Estreia precoce aos 18 anos
- 2010 (África do Sul) — Consolidação como protagonista da seleção
- 2014 (Brasil) — Vice-campeonato e Bola de Ouro do torneio
- 2018 (Rússia) — Eliminação nas oitavas de final
- 2022 (Catar) — Conquista do título mundial, coroando a carreira
- 2026 (EUA, México e Canadá) — Estreia com hat-trick histórico
Essa trajetória de duas décadas em Copas do Mundo é algo sem precedentes no futebol masculino e coloca Messi em um patamar solitário na história do esporte.
Scaloni e a reverência ao gênio
As palavras de Lionel Scaloni na coletiva de imprensa pós-jogo, conforme reportado pela Gazeta Esportiva, não foram apenas um elogio protocolar. O treinador argentino, que comanda a seleção desde 2018 e foi o responsável por conduzir a equipe ao título mundial no Catar, demonstrou genuína admiração pelo desempenho de Messi.
Ao afirmar que Messi será o melhor "até quando quiser", Scaloni reconheceu algo que vai além dos números: a capacidade do jogador de elevar o rendimento nos momentos mais decisivos. Mesmo aos 38 anos, atuando em um nível competitivo que exige o máximo fisicamente, Messi mostrou que sua leitura de jogo, sua precisão nos passes e sua finalização continuam em um patamar que poucos jogadores alcançaram mesmo no auge da forma física.
A relação entre Scaloni e Messi é um dos pilares do sucesso recente da seleção argentina. O treinador soube construir um time que potencializa as qualidades do craque sem depender exclusivamente dele. A Copa América de 2021, a Finalíssima de 2022 contra a Itália e, sobretudo, a Copa do Mundo de 2022 foram conquistas coletivas, mas que tiveram Messi como peça central.
O impacto de Messi aos 38 anos
O desempenho de Messi na estreia da Copa de 2026 levanta uma reflexão importante sobre longevidade no futebol de alto rendimento. Historicamente, poucos jogadores conseguiram manter performances de elite após os 35 anos em competições internacionais de seleções.
Alguns exemplos notáveis de longevidade no futebol mundial incluem:
- Roger Milla (Camarões) — Marcou gols na Copa de 1994 aos 42 anos
- Dino Zoff (Itália) — Conquistou a Copa de 1982 aos 40 anos como goleiro
- Cristiano Ronaldo — Manteve alto nível em Copas e Eurocopas após os 35 anos
- Luka Modrić (Croácia) — Seguiu como referência técnica da seleção após os 37 anos
Messi, no entanto, se diferencia por continuar sendo não apenas competitivo, mas decisivo. Um hat-trick em uma estreia de Copa do Mundo aos 38 anos não é simplesmente impressionante — é algo que desafia a lógica do esporte profissional.
Parte dessa longevidade pode ser atribuída à evolução nos métodos de preparação física, nutrição e recuperação que o futebol moderno oferece. Mas há também um componente intangível: a motivação. Messi, que já conquistou praticamente tudo o que é possível no futebol, continua demonstrando uma fome competitiva que surpreende até mesmo os mais próximos.
O que esperar da Argentina na Copa de 2026
Com uma estreia tão convincente, a Argentina se posiciona como uma das grandes favoritas ao título da Copa do Mundo de 2026. A seleção bicampeã mundial (1978 e 2022) busca o tricampeonato, algo que apenas Brasil, Alemanha e Itália já alcançaram.
A fase de grupos ainda tem rodadas a serem disputadas, e o caminho até uma eventual final promete ser longo e desafiador. No entanto, a mensagem enviada pela equipe de Scaloni na estreia foi clara: a Argentina está pronta para competir no mais alto nível, e Messi, mesmo aos 38 anos, segue sendo o motor dessa seleção.
É importante lembrar que o torneio ainda está em seus estágios iniciais. A Copa de 2026, a primeira com 48 seleções, apresenta um formato expandido que pode reservar surpresas e desafios inéditos para todas as equipes participantes. As próximas partidas da fase de grupos serão fundamentais para consolidar a campanha argentina e definir os cruzamentos na fase eliminatória.
Conclusão
A estreia de Messi na Copa do Mundo de 2026 foi mais do que um jogo — foi uma declaração. Aos 38 anos, o argentino provou que sua genialidade transcende qualquer limitação física ou temporal. O hat-trick contra a Argélia, os recordes igualados e as palavras de admiração de Scaloni compõem um capítulo que ficará eternizado na história do futebol. Enquanto Messi quiser jogar, o mundo terá o privilégio de assistir ao maior jogador de sua geração — e possivelmente de todos os tempos — em ação. Continue acompanhando nossa cobertura completa da Copa do Mundo de 2026 para não perder nenhum lance dessa campanha histórica da Argentina.
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