Copa 20265 min de leitura·03 de julho de 2026

Quem pode substituir Paquetá na Seleção? Veja opções de Ancelotti

Lesão de Lucas Paquetá abre disputa no meio-campo do Brasil para as oitavas da Copa 2026. Confira as opções que Ancelotti pode escalar contra a Noruega.


A Copa do Mundo de 2026 segue a todo vapor, e a Seleção Brasileira enfrenta um desafio importante antes das oitavas de final: a lesão de Lucas Paquetá, peça fundamental do meio-campo comandado por Carlo Ancelotti. Com o confronto contra a Noruega se aproximando, o treinador italiano precisa encontrar uma solução tática à altura para manter a competitividade do Brasil na competição.

Paquetá vinha sendo um dos destaques da equipe na fase de grupos, atuando como elo entre a criação e a marcação. Sua ausência não representa apenas a perda de um jogador — significa a necessidade de reorganizar o setor mais sensível do time. A seguir, analisamos as principais alternativas que Ancelotti tem à disposição e como cada uma delas pode impactar o esquema tático da Seleção.

A importância de Paquetá no esquema de Ancelotti

Desde que assumiu o comando da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti demonstrou predileção por um meio-campo equilibrado, capaz de transitar entre a contenção e a criação com fluidez. Nesse contexto, Lucas Paquetá se consolidou como uma peça-chave: um jogador com capacidade de pressionar na saída de bola adversária, conduzir em progressão e ainda contribuir com passes decisivos no terço final do campo.

Sua versatilidade permitia que Ancelotti variasse entre formações com três e quatro meio-campistas sem perder consistência. Paquetá funcionava como o "coringa" do setor, cobrindo espaços defensivos quando necessário e aparecendo na área para finalizar em momentos oportunos. Perder essa polivalência exige mais do que uma simples substituição direta — exige uma adaptação tática.

As opções de Ancelotti para as oitavas de final

De acordo com informações da Gazeta Esportiva, alguns nomes figuram como candidatos à vaga deixada por Paquetá. Cada um traz características distintas, o que pode levar Ancelotti a alterar não apenas o nome na escalação, mas o próprio funcionamento coletivo do time.

Danilo Santos

Danilo Santos aparece como uma das alternativas mais cogitadas. Com perfil mais combativo e forte na marcação, ele ofereceria maior solidez defensiva ao meio-campo brasileiro. Essa opção faria sentido caso Ancelotti opte por uma postura mais cautelosa contra a Noruega, priorizando o equilíbrio e apostando nos contra-ataques para decidir o jogo.

A escolha por Danilo Santos representaria uma abordagem mais pragmática, característica que Ancelotti demonstrou ao longo de sua carreira em grandes clubes europeus, especialmente em jogos eliminatórios de alta pressão.

Éderson

Outra opção que pode ganhar força é Éderson, volante que se destacou em clubes europeus pela capacidade de cobrir grandes extensões do campo e pela qualidade nos passes longos. Sua inclusão manteria o meio-campo com um perfil mais parecido ao de Paquetá em termos de mobilidade, embora com menos vocação ofensiva.

Éderson tem a vantagem de ser um jogador acostumado a atuar em competições de altíssimo nível, o que pode ser decisivo em um momento de pressão como uma partida eliminatória de Copa do Mundo. Sua experiência em jogos grandes é um trunfo que Ancelotti certamente leva em consideração.

Neymar

O nome de Neymar entre as opções adiciona um componente diferente à discussão. Embora atue predominantemente como atacante ou meia ofensivo, Neymar poderia ser deslocado para uma função mais centralizada, atuando como um camisa 10 clássico atrás dos atacantes. Essa movimentação permitiria ao Brasil ganhar em criatividade e imprevisibilidade.

No entanto, escalar Neymar na vaga de Paquetá implicaria em abrir mão de parte da intensidade defensiva no meio-campo. Ancelotti precisaria ajustar o restante do setor para compensar, possivelmente recuando outro jogador ou adotando uma formação com dois volantes mais defensivos para dar liberdade ao camisa 10.

Gabriel Martinelli

Por fim, Gabriel Martinelli surge como uma alternativa mais ousada e ofensiva. Conhecido por sua velocidade, intensidade na pressão e capacidade de finalização, Martinelli não é um meio-campista de origem, mas pode ser utilizado em uma função mais avançada, com o meio-campo sendo reorganizado para acomodá-lo.

Essa opção indicaria que Ancelotti pretende adotar uma postura mais agressiva contra a Noruega, apostando no volume ofensivo e na pressão alta para sufocar o adversário. Seria uma escolha de risco calculado, mas que tem potencial para desequilibrar a partida com jogadas individuais e transições rápidas.

O desafio tático contra a Noruega

A Noruega deve se apresentar como um adversário competitivo nas oitavas de final, com jogadores de qualidade e um estilo de jogo que costuma valorizar a organização defensiva e as jogadas aéreas. Diante desse cenário, a escolha de Ancelotti para substituir Paquetá ganha ainda mais relevância.

Se a Noruega optar por se fechar e explorar contra-ataques, o Brasil pode precisar de mais criatividade no meio — o que favoreceria a escolha de Neymar ou Martinelli. Por outro lado, se os noruegueses adotarem uma postura mais propositiva, a solidez defensiva de Danilo Santos ou Éderson pode ser mais adequada.

Ancelotti é conhecido por sua capacidade de leitura de jogo e por adaptar suas equipes de acordo com o adversário. Não seria surpresa se o treinador optasse por uma solução híbrida, utilizando um jogador no início da partida e fazendo ajustes ao longo do jogo conforme o cenário se desenha.

Histórico de Ancelotti em decisões cruciais

Ao longo de sua carreira, Carlo Ancelotti já enfrentou situações semelhantes em clubes como Real Madrid, Milan e Bayern de Munique. Sua marca registrada é a serenidade para tomar decisões em momentos de pressão e a habilidade de potencializar as características dos jogadores disponíveis, em vez de insistir em um sistema rígido.

No Real Madrid, por exemplo, Ancelotti frequentemente reorganizou seu meio-campo em função de lesões e suspensões, encontrando soluções criativas que muitas vezes surpreenderam analistas e adversários. Essa experiência acumulada em décadas de futebol europeu de elite é um dos maiores trunfos do Brasil nesta Copa.

Conclusão

A ausência de Lucas Paquetá é, sem dúvida, uma perda significativa para a Seleção Brasileira, mas Carlo Ancelotti tem à disposição um elenco diversificado e com opções de qualidade para cada perfil tático. Seja pela solidez de Danilo Santos e Éderson, pela genialidade de Neymar ou pela explosão de Gabriel Martinelli, o Brasil tem argumentos para superar esse obstáculo e seguir firme na Copa de 2026. A definição de quem ocupará a vaga deve vir nos próximos dias, conforme a comissão técnica avalia o quadro clínico de Paquetá e finaliza a estratégia para enfrentar a Noruega. Fique ligado aqui no blog para acompanhar todas as novidades sobre a Seleção Brasileira na Copa do Mundo!

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