Bastidores5 min de leitura·22 de julho de 2026

Trump quer indicar Infantino ao cargo de secretário-geral da ONU

Donald Trump pretende indicar Gianni Infantino, presidente da FIFA, para secretário-geral da ONU. Entenda os detalhes e impactos dessa proposta surpreendente.


Trump quer indicar Gianni Infantino ao cargo de secretário-geral da ONU

Uma notícia que cruzou as fronteiras entre o esporte e a política internacional tomou conta dos noticiários: segundo o jornal The Post, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pretende indicar Gianni Infantino, atual presidente da FIFA, para o cargo de secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A informação, que ainda não foi confirmada oficialmente por nenhuma das partes envolvidas, levanta questões importantes sobre a relação entre o mundo do esporte e a diplomacia global.

Quem é Gianni Infantino e por que seu nome surge nessa discussão?

Gianni Infantino, nascido na Suíça e de origem italiana, preside a FIFA desde 2016, quando venceu a eleição para substituir Joseph Blatter. Ao longo de sua gestão, o dirigente suíço ficou conhecido por sua capacidade de articulação política internacional, conduzindo negociações complexas envolvendo federações de futebol de mais de 200 países.

Entre as realizações atribuídas à sua gestão na FIFA, destacam-se:

  • A expansão da Copa do Mundo de 32 para 48 seleções, formato inaugurado na edição de 2026, que está sendo disputada nos Estados Unidos, México e Canadá.
  • A criação do novo Mundial de Clubes, com 32 equipes, realizado pela primeira vez em 2025.
  • O fortalecimento de programas de desenvolvimento do futebol em países africanos e asiáticos.
  • A ampliação de receitas comerciais da entidade, com novos contratos de patrocínio e transmissão.

Essa trajetória à frente de uma das maiores organizações esportivas do planeta seria, segundo as informações publicadas, a base da proposta de Trump. A lógica por trás da indicação estaria na experiência de Infantino em gerenciar uma entidade multicultural e multinacional, lidando com interesses diversos e frequentemente conflitantes — habilidades que, em tese, seriam transferíveis para o ambiente diplomático da ONU.

O contexto político e diplomático da possível indicação

É importante ressaltar que a indicação de um secretário-geral da ONU não é uma decisão unilateral de nenhum país. O processo envolve a Assembleia Geral das Nações Unidas e, especialmente, o Conselho de Segurança, onde os cinco membros permanentes (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido) possuem poder de veto.

Historicamente, a escolha do secretário-geral segue um sistema informal de rotação regional, e o cargo costuma ser ocupado por diplomatas de carreira ou líderes políticos com longa experiência em relações internacionais. A indicação de um dirigente esportivo seria, no mínimo, uma quebra significativa de paradigma.

Alguns analistas apontam que a proposta de Trump pode ter diferentes interpretações:

  • Movimento estratégico: ao indicar alguém com quem mantém boas relações — a Copa do Mundo de 2026 foi viabilizada durante a primeira gestão de Trump —, os EUA poderiam buscar maior influência sobre a ONU.
  • Sinal político: a indicação pode ser mais uma demonstração de força diplomática do que uma proposta concreta com expectativa real de aprovação.
  • Reconhecimento pessoal: Trump e Infantino construíram uma relação de proximidade nos últimos anos, especialmente durante as negociações para a realização da Copa de 2026 em solo americano.

Ainda não há informações sobre como os demais membros do Conselho de Segurança reagiriam a essa proposta. Rússia e China, historicamente, têm posições independentes sobre a liderança da ONU e poderiam apresentar resistência a um candidato visto como próximo dos interesses norte-americanos.

E o futuro de Infantino na FIFA?

Outro elemento que torna essa situação ainda mais complexa é o fato de que Infantino planeja disputar a reeleição para a presidência da FIFA em 2027. Caso a indicação para a ONU avance de forma concreta, o dirigente teria que decidir entre dois caminhos bastante distintos: continuar à frente do futebol mundial ou migrar para a diplomacia internacional.

Até o momento, Infantino não se pronunciou publicamente sobre a possível indicação. Essa postura pode indicar cautela diante de uma proposta que ainda está em estágio inicial ou simplesmente refletir a necessidade de avaliar os desdobramentos políticos antes de se posicionar.

Vale lembrar que o atual secretário-geral da ONU, António Guterres, de Portugal, está no cargo desde 2017 e teve seu mandato renovado em 2021 para o período até 2026. A questão da sucessão, portanto, já é um tema em discussão nos bastidores da diplomacia internacional.

O cruzamento entre esporte e política: uma tendência crescente

A possível indicação de Infantino não é um caso isolado quando se observa a crescente interseção entre o esporte e a política global. Nos últimos anos, diversos exemplos ilustram essa tendência:

  • Megaeventos esportivos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas são frequentemente utilizados como instrumentos de soft power por nações que buscam projeção internacional.
  • Dirigentes esportivos, como o próprio Infantino e Thomas Bach (presidente do COI), exercem papéis que vão muito além da gestão do esporte, envolvendo-se em negociações geopolíticas.
  • Atletas e ex-atletas têm migrado para a política em diversos países, como George Weah, ex-jogador e ex-presidente da Libéria.

Essa tendência reflete o reconhecimento de que o esporte possui uma capacidade única de mobilização e diálogo que transcende fronteiras culturais e políticas — algo que, aparentemente, está na base da proposta de Trump.

O que esperar dos próximos capítulos

Ainda é cedo para avaliar se a indicação de Infantino sairá do campo das intenções para se tornar uma proposta formal. Diversos fatores precisam ser considerados:

  1. A reação dos demais membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.
  2. O posicionamento oficial de Infantino sobre a proposta.
  3. A dinâmica interna da FIFA, que precisaria lidar com uma eventual saída de seu presidente.
  4. O calendário político internacional, incluindo as negociações sobre a sucessão de Guterres.

O que se pode afirmar é que, independentemente do desfecho, a simples menção do nome de um presidente da FIFA para o mais alto cargo da diplomacia mundial já representa um marco na relação entre esporte e política.


Em conclusão, a notícia de que Donald Trump pretende indicar Gianni Infantino para secretário-geral da ONU é um desdobramento que merece acompanhamento atento tanto por quem se interessa por política internacional quanto por quem acompanha os bastidores do futebol. Os próximos meses devem trazer mais clareza sobre a viabilidade dessa proposta e seus impactos no cenário esportivo e diplomático. Continue acompanhando nosso blog para ficar por dentro de todas as atualizações sobre esse e outros temas que conectam o mundo do esporte à realidade global.

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